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{quarta-feira, março 29, 2006}

 
E eu me peguei pensando...
Ser rico é muito caro; ser pobre é mais barato. Devo estar fazendo um bom negócio...

posted by me 29.3.06

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{sábado, março 25, 2006}

 


      Eu tenho medo de fotos. De posar pra elas, de estar nelas, de me ver nelas. Não, não é vaidade. Se saio bem, fico agradecida pela sorte, talvez até achando que mereça; se saio mal, encaro numa boa, é fato, está documentado - e se eu for feia, que mal há nisso? Tenho menos direito à vida por acaso?
      O medo que sinto das fotos me pega de assalto quando vejo uma foto minha bebê, no colo de minha mãe toda feliz (ah, , papo pra analista... Dever de casa pra próxima sessão...). Sinto que tenho que prestar contas àquelas duas. Tenho que dar uma satisfação praquela mãe, e pior, falar praquele bebê quetudo bem, que vou sendo feliz de algum jeito aqui nesse hospício intergaláctico chamado Terra. Nem sempre é fácil, a gente sabe. Olho minha mãe tão sorridente e aquele bebê lindo que eu amo mais que a mim mesma e vejo que tenho que fazer algo por eles. Por que não cuidei pra que tudo sempre corresse bem com aquela criança? Por que só aprendemos quando parece ser tarde? Não, já estou melhor. Cheguei tarde em mim, mas cheguei ao menos, e hoje estou por aí, andando na vida com alguma sabedoria.
      Eu escrevo não pra desabafar, mas pra documentar que um dia eu pensei. E que pensar não deve ser algo ocasional e obrigatório. Melhor é pensar sem sentir, agir como quem nem vê, e fazer o melhor sempre.
      Mas aquele bebê e minha mãe na foto têm toda a história do mundo; a história de todas as mães e todos os bebês. Na hora da foto estão lá, lindos, do jeito que dá, mas sempre lindos.


posted by me 25.3.06

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{quarta-feira, março 22, 2006}

 

Sisifismo Sexual
ou
Carregar Pedra é Mais Fácil
ou
Rindo com as Hienas



      Mais um homem ficou pra trás. Nem lamento. Mal notei... Ainda. É, porque não adianta comemorar estar sendo forte, fazendo o que tem que ser feito, vivendo a vida sem medo; não vai durar muito essa auto-suficiência toda. Same old shit. Daqui a pouco vem o vazio. Não o vazio existencial, que já não existe aos quase 40 de sabedoria; o buraco é mais embaixo.
      Como diz uma sábia amiga minha, "a gente precisa fuder com alguém". É, algumas mulheres precisam. E aí começa a história patética, aquela produção toda, o velho jogo do acasalamento cheio de preguiça, toda a engenharia de catar um representante do gênero masculino nesse zoológico humano que nos cerca.
      Os olhares reciclados pela lembrança de algum amor inventado no passado; os sorrisos amarelos; as baixadas de cabeça providenciais simulando alguma timidez; algumas viradas de cara; alguns sinais confusos de desinteresse... Pestanas cheias de rímel; lápis nos olhos; cabelos soltos. Algum molejo no quadril que se pretende trabalhar no colchão... Ai, ai. E fingir encantamento por um sujeito que pensa estar disfarçando suas manias; que pensa ser irresistível com sua displicência localizada na barriga - e torcer para que ela não se revele também onde não pode haver moleza.
      E a gente olha praquele sujeito esquisito, tão diferente do amor ideal previsto na mocidade, nota seus cabelos brancos, suas entradas, sua falta de cabelos até, percebe todos os seus truques, todo o esforço em parecer tão viril e ativo, e ainda acha que o problema está resolvido."Ok, esse dá pra encarar", conclui-se com alguma pressa.
      Damos nossa olhada de aprovação, passamos a mensagem de interesse e esperamos o bote.
      Quando demora a gente mesmo ataca .
      Aí, é aproveitar o que dá, e não reclamar se não der em muita coisa.
      Se for bom, melhor. Se for ruim, é reunir forças para a próxima investida - até que a gente pare com essa mania de fuder com alguém.



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(Outra Cena)

      Alguns caras parecem que não me entendem, e eu penso quase em voz alta:
      - Eu tô aqui só pela foda. Bebe logo esse uísque, que eu não agüento mais rir das suas piadas.
      Mas fico calada; não vou matar a galinha dos ovos de ouro ( ou o galo? Dos ovos de ouro??!!). E sigo na função de fazer o cara acreditar que ele é interessante. (Pelo menos até que me prove o contrário, todo sujeito mais ou menos pode ser interessante...). Rárárárará (Como é bom escrever bobagens num blog. Cadê a polícia das letras? Alguém me pare, que eu tô ficando perigosa).
      Até esqueci do que está para me faltar... Rárárárá (Cadê a madeira? Mangalô três vezes - só por hábito).


posted by me 22.3.06

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